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IERBB/MPRJ promove Café Literário com autor do livro "Pai, por que me abandonaste?

O Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (IERBB/MPRJ) realizou, nesta quarta-feira (20/05), mais uma edição do Café Literário. O encontro contou com a participação do psicólogo e autor do livro “Pai, por que me abandonaste?”, Fabrício Rodrigues de Andrade. A obra surgiu a partir do trabalho de conclusão de curso desenvolvido pelo autor na pós-graduação em Crianças, Adolescentes e Famílias. A psicóloga Beatrice Marinho Paulo foi sua orientadora e também participou da roda de conversa.

A abertura foi feita pelo promotor de Justiça e vice-diretor do IERBB/MPRJ, Alexandre Joppert, que ressaltou a importância desse debate, destacando as diferentes formas de abandono paterno, incluindo situações em que o pai está fisicamente presente, mas ausente do cotidiano e dos cuidados efetivos com os filhos. Também compuseram a roda de conversa a procuradora de Justiça Patricia Leite Carvão, coordenadora do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV/MPRJ), e Viviane Alves, coordenadora da Comissão Permanente Multidisciplinar de Acessibilidade (CPMA/MPRJ) e subcoordenadora do CAO Cível e Pessoa com Deficiência/MPRJ.

Durante o encontro, o autor compartilhou experiências acumuladas ao longo de sua atuação como psicólogo da equipe técnica do Ministério Público no Centro Regional de São Gonçalo, abordando casos relacionados à negligência e ao abandono paterno. Fabrício destacou os impactos emocionais provocados pela ausência afetiva de um pai e discutiu como os homens acabam atribuindo os cuidados e responsabilidades somente à mãe.

“O intuito do livro é mostrar principalmente para os homens que cuidado não tem a ver com a anatomia do seu corpo. Cuidado tem a ver com afeto, carinho e com a importância que aquele ser tem para você”, afirmou Fabrício.

A psicóloga Beatrice Marinho Paulo destacou que a obra propõe uma reflexão sobre os modelos de maternidade e paternidade construídos historicamente pela sociedade. Durante sua fala, ela abordou como, ao longo do tempo, foi consolidada a ideia da mãe como figura única e insubstituível no cuidado dos filhos, enquanto os homens foram afastados do exercício da paternidade afetiva. O público participou ativamente do debate com perguntas e depoimentos, evidenciando a importância de dar mais visibilidade ao assunto.

Por MPRJ

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