A atividade foi realizada no Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso (IERBB/MPRJ) e contou com a apresentação do diretor do instituto, Leandro Navega, e da assessora da Coordenação de Inteligência da Investigação, Promotora de Justiça Carolina Wienkoski. Durante a exposição, foi destacada a importância da troca de conhecimento e do aprendizado contínuo diante do volume de informações a serem processadas nas investigações.
Pela manhã, o diretor da Divisão Especial de Inteligência Cibernética (DEIC/MPRJ), Marcos Vieira Farias, e o servidor Franklin Soares dos Santos ministraram os temas “Introdução à análise de dados e inteligência da investigação” e “Fundamentos da forense mobile”. As aulas abordaram a aplicação de técnicas científicas para identificação, coleta, preservação e análise de dados digitais, com foco na manutenção da cadeia de custódia para fins de admissibilidade legal, além dos principais desafios relacionados à extração de informações.
No período da tarde, a aula “Ferramenta de análise digital” apresentou aos participantes a utilização da ferramenta Cellebrite, empregada na extração e análise de dados digitais em investigações criminais, com prática de análise a partir de relatórios extraídos do sistema.
“Essa ferramenta é a mais moderna disponível para essa atividade. As equipes já se adaptaram e absorveram essas funcionalidades, e o objetivo agora é transmiti-las aos usuários para que identifiquem oportunidades de uso no dia a dia. É fundamental conhecer e se manter atualizado sobre os recursos nos quais o Ministério Público investe para qualificar as investigações. O diálogo entre os usuários e a equipe técnica também é essencial para identificar novas demandas e compatibilizar o trabalho com os desafios do combate à criminalidade”, afirmou o promotor de Justiça Murilo Nunes Bustamante, subcoordenador da CI2/MPRJ.