NOTÍCIAS: MPRJ encerra curso sobre desafios e fomento de políticas públicas no combate à fome durante a pandemia de Covid-19

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Cidadania (CAO Cidadania/MPRJ), com apoio do Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso (IERBB/MPRJ), realizou, nesta terça-feira (09/11), com transmissão online, a última aula do curso de capacitação “A Implementação do SUAS e o MPRJ - Segurança Alimentar e Nutricional: Desafios colocados com a pandemia por COVID-19 e a garantia de direitos”. 


O tema da aula foi " A situação de Insegurança Alimentar e Nutricional no Estado do Rio de Janeiro e as atribuições governamentais ", com apresentações de Luciene Burlandy, nutricionista e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de Renata Machado, nutricionista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Município do Rio de Janeiro (CONSEA/RJ).  


“Esse encontro é uma oportunidade de falarmos e debatermos sobre um assunto tão importante. Através dos dados, é possível saber quem está em situação de segurança ou de insegurança alimentar e nutricional grave, leve ou moderada. Em apenas dois anos, tivemos um aumento de quase 30% de crescimento da população com insegurança alimentar grave, ou seja, com fome”, afirmou Luciene.  “O tema é uma preocupação de todos nós. Precisamos fortalecer e pensar nas práticas transformadoras, criar estratégias para dar visibilidade aos problemas, mostrar o que acontece com os grupos mais afetados”, concluiu.   


A Segurança Alimentar e Nutricional é entendida como o direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. A nutricionista Renata Machado explica que uma alimentação saudável leva em conta o consumo regular, pelo menos cinco vezes na semana, de frutas e hortaliças. Mas no estado do Rio de Janeiro, apenas 35% das pessoas conseguem atingir esse consumo.   


“Na realidade atual, com aumento de inflação e dificuldade de parte da população em comprar alimentos, percebe-se uma tendência de piora. O que chama a atenção é como as pessoas são sensíveis à causa do outro, principalmente em um momento difícil como a pandemia da Covid-19. Muitas pessoas que antes contribuíam, passaram a precisar de ajuda. E esse mutirão de solidariedade ajudou a amenizar a situação”, destacou Renata Machado.  


O encontro foi mediado pela assistente social do CAO Cidadania/MPRJ, Meimei Alessandra de Oliveira, que após as palestras apresentou uma sequência de fotos de pessoas em situações precárias, intitulada “O Rosto da Fome”.   “Temos inúmeras leis e tratados que falam sobre a questão da segurança alimentar e nutricional, mas não são materializadas em políticas públicas e ações efetivas. Essas fotos mostram que a fome está muito perto”, disse Meimei.   


A aula inaugural foi realizada no dia 28 de setembro. Ao todo, foram cinco encontros, sempre às terças-feiras, onde os participantes discutiram temas relevantes como "Política de Assistência Social e Defesa Civil: desafios para promoção da proteção social no contexto da pandemia do Covid-19" e ""O impacto das Organizações da Sociedade Civil na política de Assistência Social". Com carga horária total de dez horas, o curso contou com a participação de 200 alunos. 


Por MPRJ