NOTÍCIA: IERBB/MPRJ promove debate sobre interseccionalidade e movimentos de lutas por direitos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Instituto de Educação Roberto Bernardes Barroso (IERBB/MPRJ), promoveu, na quarta-feira (30/09) aula aberta de encerramento do curso de capacitação online “Raça, Gênero e Sexualidade”. A abertura contou com a presença da Promotora de Justiça e Coordenadora do Curso, Érika Bastos Puppim e do Procurador de Justiça Sávio Bittencourt, Diretor do Instituto. A mediação do evento foi feita pela Assistente Social do CAO Infância MPRJ, Márcia Nogueira.


A rodada de palestras foi iniciada por Mariah Rafaela Silva, integrante do Grupo Conexão G de Cidadania LGBT de Favelas, da Coalizão Negra de Direitos e do Coletivo de pesquisadoras e pesquisadores trans do Brasil. Ela abordou a importância da união entre Ministério Público e movimentos de resistência para repensarem novas formas de atuação, de forma a reconfigurar as estruturas públicas com base na interseccionalidade.

Mariah também provocou reflexões sobre a dificuldade do acesso à justiça por pessoas menos favorecidas econômica e socialmente e defendeu o “transfeminismo” como ferramenta de combate ao sistema moderno colonial, que de acordo com a palestrante, ainda é praticado no sistema de Justiça e desfavorece mulheres trans e negras.


Em seguida, Eduardo Rosa, empreendedor social e integrante do Coletivo SOS Formiga, destacou a importância da atuação do grupo na comunidade da Formiga, na Tijuca, que busca incentivar o olhar crítico acerca da precariedade e ausência de políticas públicas na região. “Este e os demais coletivos lutam para que a sociedade veja a favela como cidadã, como um local de potencialidade”, afirmou.


Em continuidade ao tema, Amanda Botelho, estudante de Jornalismo e repórter do Voz das Comunidades, propôs uma reflexão sobre a forma como os veículos de mídia tradicionais, como a TV, retratam as comunidades. A palestrante alertou que, além de racismo e demais preconceitos, as pessoas que vivem em comunidade também sofrem com a falta de representatividade em espaços públicos e privados, e nas mídias sociais.“Nós temos que ver mais a favela e o preto, precisamos ter mais presença nesses locais”, destacou.


Para finalizar o evento, os participantes debateram junto aos palestrantes a respeito dos temas expostos.

Assista a íntegra da palestra no canal do IERBB/MPRJ no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=bA5Je_qx08Y

Última atualização: segunda, 5 Out 2020, 12:55